segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Gostinho de vida nova

 


Gostinho de vida nova

    Só em pensar que daqui a um mês estaremos em 2025, dá um pouco de frio na barriga, pois começamos a fazer uma retrospectiva do ano de 2024 pensando nas conquistas, nos aprendizados, lições, nas decepções e também nos desafios que enfrentamos. Enfim, um pacote de sentimentos e emoções.

    E a gente começa a pensar nos planejamentos para o próximo ano, avaliando o que desejamos realizar neste ano vigente e que não conseguimos por uma série de fatores. Alguns por questões externas e outros por nossa própria culpa, porque a mudança demanda coragem, ousadia e um toque de “loucura”.

    Entretanto, sair da nossa zona de conforto, nos “arriscando” em um novo projeto para o futuro, nos traz o sentimento de superação, de atravessar as fronteiras para uma vida nova, cujas frustrações atuais não serão repetidas.

    A perspectiva que temos com o final do ano e a chegada do seguinte, parece que nos enche o peito de fôlego para transformar algo que está perdido dentro de nós, que ficou guardado em nossas memórias ou num lugar em que só nós conhecemos o percurso. O medo nos paralisa, porque hesitamos tomar uma decisão que pode mudar o nosso destino.

  Já está na hora de avaliar, rever e reorganizar nossos objetivos, mudanças de comportamento, crenças e se colocar do lado do avesso. Essa transformação interna demanda esforço, desejo e principalmente a não permissão de passar por situações que sabemos que não merecemos passar novamente.

    Esse tipo de postura, vem de dentro para fora, mas requer a ajuda ou colaboração de uma segunda pessoa, de um profissional na área de desenvolvimento pessoal para te puxar para frente, tocar nas suas feridas, mas ao mesmo tempo, dar os caminhos para você se transformar.

    Tenho participado de alguns treinamentos on line, fora a minha terapia que já é de lei, e posso lhes dizer com toda a propriedade, que nós precisamos levar uns “sacodes” de vez em quando, com um choque de realidade para acordar e seguir tomando as decisões necessárias.  

    São as nossas ações, movimentos, falas, posicionamentos, que vão fazer a diferença em nossas vidas. Escolher melhor as palavras, gerenciar melhor as emoções, para aprender a virar o jogo a nosso favor. Só assim vamos permitir que entremos nesse novo ciclo desejado, que ele deixe de fazer parte do nosso ideal e se torne nosso presente.

    O ano de 2025 está na porta! E a gente precisa se perguntar, olhando para o espelho com toda franqueza: Qual será a vida que eu quero ter depois da meia-noite, do grande espetáculo dos fogos de artificio? Como será a sua vida?   

    A resposta, fica como dever de casa para a próxima segunda-feira. Até lá!  

                                                              Andréa Pessanha


terça-feira, 17 de setembro de 2024

Tempo de espera

 


Tempo de Espera

Por Andréa Pessanha

Sabedoria de Preto Velho...

 

É no tempo de espera

Que a gente aprende a ter paciência

De entender que nada acontece de um dia para o outro

Na hora que nós queremos

Do jeitinho que nós pedimos.

 

É no tempo de espera

Que desenvolvemos a resiliência

Para compreender que não podemos

Comparar nossas vidas com as dos outros.

 

É no tempo de espera

Que refletimos sobre nossas escolhas

E que pensamos e se

Eu tivesse escolhido tal caminho

Como teria sido a minha história de vida?

 

É no tempo de espera

Que ressignificamos nossas vidas

Repensamos novas atitudes

Programamos novos objetivos

E refazemos nossos sentimentos.

 

 

É no tempo de espera

Que choramos todas as nossas lágrimas

Que botamos para fora todas as dores

Que sonhamos tudo de novo

Para buscar não errar tanto novamente.

 

É no tempo de espera

Que Deus nos coloca no colo

Que afaga nossas cabeças

E nos diz que é possível recomeçar

Infinitas vezes.

 

É no tempo de espera

Que nossa alma se acalma

Que a paz se instala em nossos corações

E que já não temos medo de nada

Porque recomeçar

É um ato de coragem

Que só os que possuem a fé inabalável

Podem alcançar.

 

É no tempo de espera

Que nosso espírito se conscientiza

De que a vida é para sempre

E que para um ciclo começar

Um outro precisa encerrar.

 

É no tempo de espera

Que a gente aprende a desapegar

E reorganizar nossas prioridades

Para reescrever novos dias e possibilidades.

 

É no tempo de espera

Que pensamos nas palavras do nosso Mestre JESUS

Nos ensinamentos deixados para nós

E assim, comemorarmos uma nova chance

De escrever um novo capítulo para as nossas vidas.

 

 

 

 

terça-feira, 16 de abril de 2024

Para quais mulheres a sociedade está falando?

 


    Uma das coisas que tenho refletido ultimamente como mulher, é sobre o juízo de valor que a nossa sociedade contemporânea tem reagido diante de tantas mudanças, avanços e conquistas no universo feminino. Entretanto, é todo mundo que concorda com nossos posicionamentos, atitudes e falas? É todo mundo que conseguiu se adaptar ao nosso novo modo de viver, sem nos rotular, julgar ou simplesmente ignorar nossa participação nos diversos espaços, principalmente no atual mercado de trabalho?

    Mas não quero apenas falar desses enfrentamentos que temos passado nos últimos anos com homens e mulheres (sim, outras mulheres também), que por algum motivo, a vida e suas escolhas não as levaram para o lugar onde queriam estar. Quando menciono espaços, é de um modo em geral: mercado de trabalho, relacionamentos, família, política e também no próprio espaço feminino. Infelizmente, algumas mulheres enxergam outras como rivais e não como parceiras de projetos de vida e ideologias em comum.

    Algumas pessoas são muito dúbias, e a gente não consegue ter acesso ao que elas pensam de fato, pois justamente sobre seu juízo de valor, o modo em que pensamos e agimos, nos distanciam das mesmas. É um peso e duas medidas. Vai sempre depender dos seus parâmetros do certo ou errado, ou de suas crenças e interesses pessoais. 

    A grande questão é: Para quais mulheres a sociedade está falando? O grupo que comunga dos mesmos ideais no âmbito social, político e humano, compreendem nosso posicionamento, não nos julgam e nos apontam o dedo como "aquelas feministas", não nos excluindo e não nos tornando "invisíveis" como se não existíssemos e a nossa participação social fosse totalmente desnecessária e sem valor.

    Muitos falam em inclusão social, como se isso fosse apenas restrito para um determinado grupo que tem tido seus direitos garantidos através de leis por conta de suas diferenças e peculiaridades. E os diferentes de pensamentos, consciência e discursos? Como fica nossa voz diante de um mundo tão machista, rotulador e excludente? O diferente tem muitos significados.

    O que é ser uma pessoa, no caso uma mulher "aceitável", que merece ser acolhida e compreendida? A "boazinha", que desde criança foi ensinada a dizer sempre sim, que não podia questionar, expressar suas opiniões, suas vontades e desejos? Como será que anda a mente e saúde emocional dessas meninas, agora na fase adulta? Talvez as reprimidas, que tem medo de falar em público, de compartilhar sua opinião em casa ou no trabalho, no grupo de amigas e até mesmo no círculo familiar. Essas mulheres por terem sido caladas, serem ensinadas que não poderiam sonhar, são adultas frustradas com a própria realidade e se lamentam por não conseguirem ousar e pensar "fora da caixinha".

    Desse modo, as diversas linguagens e formas de comunicação entre os muitos segmentos da sociedade, dentro e fora do nosso país, levando em conta os diferentes padrões culturais, sempre levam a mulher para um lugar de submissão e inferioridade, e quando falamos em igualdade de direitos, somos mal interpretadas por nos acharem radicais. Não é 8 e nem 80. É o caminho do meio. Particularmente, não desejo afrontar nem gregos e nem troianos, só conquistar meus espaços de direito de forma digna, recebendo reciprocidade e respeito de ambas as partes, pela minha trajetória de vida e valores.

    São reflexões cotidianas diante do que eu vejo, sinto e vivencio. Acredito que muitas mulheres vão concordar comigo e tantas outras vão discordar. E isso é ótimo! É na diversidade que nos completamos, aprendemos a conviver em sociedade, errando e acertando, caindo e levantando. Somos seres humanos. Até as máquinas erram, dão defeito e às vezes nos desapontam. A expectativa da perfeição é individual!

    Um grande abraço e obrigada por ter lido o artigo até aqui.

                                                                Andréa Pessanha




sexta-feira, 1 de março de 2024

O lado positivo de ouvir um "não"


                           Ressignificar é a melhor forma de transformar um "não" em algo positivo
 

         O lado positivo de ouvir um "não"

por Andréa Pessanha

        Uma das coisas que a maturidade tem me ensinado é ressignificar tudo que tem acontecido comigo: momentos difíceis, dúvidas, medos, adversidades, falta de reciprocidade, entre outras situações. A gente vai deixando de olhar para o próprio umbigo, achando que o mundo gira em torno de nós, como os planetas em torno do Sol e percebemos, caímos na real de que não temos o controle do comportamento, pensamento e atitudes das outras pessoas. Ou seja, o mundo não pára por conta de nossos problemas.

        Então trago pra mim uma pergunta de Coaching. E serve de aprendizado para vocês também. Ao invés de perguntar para Deus, para o Universo e para si mesma: Por que tal coisa me aconteceu? O que eu fiz para fulano (a)? Por que tal coisa não deu certo? Você vai trazer a consciência e perguntar: Para quê? É a melhor forma de transformar um "não" em algo positivo, construtivo e que lá na frente compreenderemos.

        É importante entender que tudo na vida tem um propósito, uma razão de ser e que por mais fiquemos chateadas e nos sentindo injustiçadas por esse bendito NÃO e num futuro imediato a vida vai nos mostrar o real sentido de tudo o que aconteceu. E outra questão importante, nós somos agora no presente o resultado daquilo que vivenciamos no passado. Nossas crenças, pensamentos, atitudes atuais estão pautadas em tudo que experimentamos lá atrás. A grande questão é fazer essa virada de chave e seguir em frente com as novas oportunidades que surgirem e também fazer a roda girar a nosso favor.

        Dessa forma, não adianta ficar chorando pelo leite derramado, nos vitimizando, achando que o mundo inteiro está contra nós. A nossa mentalidade é que precisa mudar. Nós é que precisamos enxergar a vida, os fatos e as pessoas por um novo ângulo e agir com inteligência emocional. E ao invés de reclamar daquele "não", agradeça. Há muitos livramentos disfarçados de "portas na cara". Apenas, seja grata!

                                                                  Andréa Pessanha